Após eleição com recorde de candidatos, novos conselheiros assumem com missão de fazer interlocução entre a sociedade e poder público
A Prefeitura de São Paulo deu posse aos novos conselheiros participativos municipais nessa segunda-feira (20), em cerimônia realizada no Theatro Municipal, no Centro da cidade. Tomaram posse para exercer o mandato dentro do biênio 2025-2026 os conselheiros eleitos no último pleito, realizado em dezembro do ano passado.
Ao falar com os novos conselheiros, o vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo, pediu união para tornar a cidade cada vez melhor e atender aos anseios da população. “Os senhores vão ficar dois anos nos ajudando a fazer uma São Paulo melhor e os desafios são enormes. Nós só vamos conseguir fazer isso quando deixarmos vaidade e ego de lado e pensarmos sempre no bem comum. Toda vez que vai beneficiar a maioria da população, é o caminho que a gente deve seguir.”
Ao todo, 591 conselheiros eleitos vão representar os interesses da população e atuar como interlocutores entre o cidadão e a administração municipal nas 32 Subprefeituras da capital paulista, exercendo um papel de extrema relevância, no sentido de direcionar a aplicação de recursos públicos em prol das necessidades da comunidade, além de contribuir com a fiscalização da execução dos serviços municipais, obras em andamento, entre outras atribuições que contribuem com o desenvolvimento da cidade.
Em razão dessas atribuições, o secretário municipal da Casa Civil, Enrico Misasi, ressaltou o papel de humanizar a Prefeitura. “Vocês exercem o papel importante de canalizar certas demandas da sociedade civil nos territórios em que vocês estão e que vocês foram eleitos para, junto com outras instituições representativas da nossa democracia, fazerem chegar a voz do povo, as demandas populares à Prefeitura”, disse.
Governo participativo
O secretário municipal das Subprefeituras, Fabricio Cobra, que era secretário da Casa Civil e comandou as últimas eleições dos conselheiros, destacou a importância do governo participativo nesta gestão. “Sob liderança do prefeito Ricardo Nunes, reafirmamos o nosso compromisso com uma gestão transparente, participativa e voltada para atender as reais demandas dos cidadãos paulistanos, garantindo o diálogo constante entre a gestão pública e a população. Esse compromisso se materializou no fortalecimento dos conselhos e na ampliação de sua autonomia, o que resultou no maior processo eleitoral da história do Conselho Participativo Municipal.” Leia mais aqui.
Na gestão que se encerra nos próximos dias, que compreende o biênio 2023-2024, o Conselho Participativo Municipal, em ação inédita na cidade, recebeu mais autonomia e empoderamento pela Prefeitura, quando os conselheiros tiveram a oportunidade de escolher a alocação de recursos dos cofres públicos, conforme a necessidade de cada localidade. No total, cada Conselho teve disponíveis R$ 12 milhões, entre 2023 e 2024, que foram aplicados em obras e projetos, indicados pelos seus membros. Os valores foram utilizados em 279 intervenções espalhadas por São Paulo.
O principal papel do Conselho Participativo é fiscalizar, indicar melhorias, indicar obras e atuar de uma forma direta, fazendo essa interlocução dos munícipes com a Prefeitura de São Paulo.
Por meio do Conselho Participativo, as ruas de uma comunidade do Ipiranga receberam 8.750 metros quadrados de piso de concreto de alta resistência e durabilidade. Depois de cinco anos desativado, o campo do Clube da Comunidade Ayrton Senna, em Ermelino Matarazzo, está de portas abertas.







Deixe um comentário